Fantasma da eliminação assombra Flamengo mais uma vez

Já se vão 38 anos do único título do Flamengo na Libertadores, com um timaço liderado por Zico, que, dias depois, conquistaria o Mundial de clubes. Com a derrota para o Emelec, por 2 a 0, na noite de quarta, no Equador, o risco de que se completem 39 de anos de jejum aumentou muito. Não apenas pelo resultado em si. Há outros indicativos de que o jogo da volta, na próxima quarta, estará cercado de muita tensão para os rubro-negros.

A começar pelo provável desfalque de alguns jogadores de peso. A perda mais recente chegou com uma carga dramática. Diego sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo durante a partida com o Emelec, vai ter de passar por cirurgia e está sob séria ameaça de não voltar à sua atividade profissional até o fim do ano.

O time pode ficar também sem Arrascaeta, Vitinho e Everton Ribeiro, ou pelo menos um ou dois deles, todos com problemas médicos e ausentes na partida do Equador. Para tentar a vaga às quartas de final da competição, há outro obstáculo – lidar com a cobrança da torcida, contrariada com os tropeços dos últimos dias, notadamente com a eliminação da Copa do Brasil, contra o Athletico-PR, no Maracanã lotado, na semana passada.

As manifestações irritadas nas redes sociais de grupos de torcedores do clube se acentuaram nas últimas horas, a partir do encerramento do jogo com o Emelec.

Some-se a isso tudo o histórico do Flamengo na Libertadores desde 1981. Acabou se acostumando a ficar pelo meio do caminho. Foram três eliminações em quartas de final (1991, 1993 e 2010), outras três nas oitavas (2007, 2008 e 2018), quatro na fase de grupos (2002, 2012, 2014 e 2017) e uma vez na fase preliminar de 1983, quando havia outro formato de disputa.

Já em 1982 e 1984, caiu na semifinal, que era formada por dois grupos de três equipes, com os dois melhores decidindo o título. Em 1982, parou diante de Peñarol e River Plate e, dois anos mais tarde, contra Grêmio e Universidad de Los Andes.

25/07/2019