Mudar feriado para segunda-feira não deve influenciar economia

A proposta na Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado que adianta os feriados nacionais para as segundas-feiras não deve ter influência significativa na economia do país, segundo Guilherme Dietze, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O projeto de lei, de autoria do senador Dário Berger (MDB-SC), prevê que os feriados que eventualmente caírem entre terça-feira e sexta-feira sejam antecipados para a segunda-feira. Com isso, acabariam os feriados prolongados, chamadas pontes, nas segundas e terças-feiras; e quintas-feiras e sextas-feiras.

O projeto, no entanto, coloca como exceção as datas de Carnaval, Sexta-feira Santa, Dia do Trabalho, Corpus Christi, Dia da Independência do Brasil, dia da Nossa Senhora Aparecida, Natal e a Confraternização Universal (1° de janeiro). Assim, na prática a medida só valeria para Proclamação da República, Finados e Tiradentes (que nesse ano caiu na mesma data que a Páscoa).

Para Dietze, a medida, se aprovada, é essencialmente positiva para os feriados que cairiam na quarta-feira, já que vão passariam a compor um final de semana estendido, com sábado, domingo e segunda-feira, o que estimularia mais viagens. Com isso, os setores turístico e de transportes deveriam se beneficiar, diz o MSN.

Mas, em outros casos, ele enxerga uma possível mudança com impacto indiferente. Para os feriados prolongados, por exemplo, Dietze acha que “a renda vai ser deslocada do setor de serviços, transporte hospedagem para a indústria e o comércio”. O que, no final, não geraria ganho econômico significante para o país, apenas um deslocamento desses recursos.

Na opinião do assessor da FecomercioSP, esse tipo de discussão sempre volta à tona em momentos de crise, mas não é uma solução adequada. “Com a volta da atividade econômica, esse assunto de feriado não deve ganhar tanta atenção. O ideal seria permanecer como está e não tomar essa decisão em um momento crítico como agora”, completa ele.

06/06/2019